18/03/2020

Cinquentões Enxutos.

Com mais de 50 anos nas costas a banda Tower Of Power prova que idade não tem nada a ver com vigor e frescor.





Em 2018 uma das melhores bandas de Soul e Funk de todos os temposcompletou 50 anos de vida. Era a grande banda Tower Of Power de Emilio Castillo e seus metais inesquecíveis. Mas para comemorar esse aniversário ele olharam para frente. Em vez de fazer aqueles shows retrospectivos os cars decidiram revigorar a banda descobrindo um novo vocalista, o ótimo Marcus Scott, e lançaram o álbum "Soul Side Of Town".

Com apenas 3 membros originais, e eu diria 3 membros fundamentais, o líder e fundador da banda Emilio Castillo, o bateirista Davi Garibaldi e o co-fundador Stephen Kupka, o álbum "Soul Side Of Town" deu muito mais certo do que eles esperavam e colocou o Tower Of Power outra vez na estrada. Ou seja, ao comemorar seu cinquentenário os caras ganharam fôlego para mais longos anos.

E assim nasceu seu novo álbum, o magnífico "Step Up". Segundo Emilio Castillo, o resultado da reunião da banda em 2018 foi 28 músicas gravadas. E em vez de guardar o que sobrou de "Soul Side Of Town" num cofre, eles decidiram lançar "Step Up". Só que aí que está o detalhe, o melhor estava por vir e realmente estamos diante de um grande álbum do Tower Of Power.

Quando eu ouvi a belíssima faixa "Let's Celebrate Our Love" fiquei super emocionado de tão linda que ela é. Guardada as devidas proporções diria que ela é uma espécie de "So Very Hard To Go" do novo século. Tem uma musicalidade fora do comum, uma melodia rica, é super romântica, sessão de metais na dose exata e um Marcus Scott arrebentando nos vocais. Aliás esse moço é um caso muito sério.

Mas o álbum não para por aí, a faixa título "Step Up" é aquele funkão dos bons feito em cima dos metais de Emilio Castillo. Tem a bela balada "Who Would Have Tought?". Os ótimos grooves "The Story of You and I" e "Any Excuse Will Do". E muitas outras faixas lindas tocadas por 10 membros sem qualquer computador por perto, só com uma moçada de cabelo branco na cabeça e talento de sobra na alma.


Por Sérgio Scarpelli