31/01/2012

Muito Bom Volume 2

O cantor inglês Seal volta a regravar grandes clássicos da Soul Music e prova mais uma vez que nasceu para a vertente
 
 
 
 

Que Seal tem um talento descomunal tanto como cantor quanto como compositor já ficou mais do que provado em sua vitoriosa carreira de 20 anos, com 7 álbuns nas costas, inúmeras músicas liderando os charts, vendas multiplatinadas, grammys na prateleira e por aí vai.

E ficou provado também com o álbum "Seal Soul" de 2008 que ele nasceu para cantar Soul Music. Seu timbre de voz, seu bom gosto na escolha do repertório e seu respeito ao reinterpretar músicas de lendas negra fizeram, do que podia ser um mero álbum de covers, um sucesso mundial.

Agora Seal repete a dose em "Seal Soul 2" que além de dar continuidade a esta sua faceta de apenas ser um intérprete, inova o próprio formato criado com uma produção ainda mais cuidadosa e ainda mais coerente com os clássicos aqui revisitados sem intençnao de reiventá-los.

Essa é a grande proeza deste álbum. Soa mais como uma homenagemmàs músicasl do que a tentativa de explorá-las. E para isso contou além de David Foster que produziu o primeiro da série, com seu companheiro de longa data Trevor Horn dos 3 primeiros álbuns da carreira.

Pouco se tem a falar de um álbum de covers em termos de novidades e surpresas. E este "Seal Soul 2"não foge a regra. Mas talvez aí esteja sua maior qualidade. Seal imprime seu toque pessoal a músicas conhecidíssimas e tudo fica muito delicioso de se ouvir.

Temos em "Seal Soul 2" baladas black da melhor espécie que eram criadas aos montes nos anos 70. Desde "Oh Baby Baby" do The Miracles, passando por "Love TKO" de Teddy Pendergrass, "Oh Girl" do Chi-Lites até culminar em monumentos negros como "What's Going On".

Para mim os grandes momentos do álbum são as versões de Seal para "I'll be Around"da banda The Spinners, "Let Stay Together", hino black de Al Green e "Wishing On A Star" de Rose Royce, uma das baladas mais lindas que já ouvi e que Seal teve o maior carinho.

Seal disse no lançamento que trabalhar num álbum como esse o incetiva a criar novas músicas e continuar sua carreira. "Este tipo de álbum enaltece o "dom da colaboração" e eu tenho a sorte de trabalhar com dois
grandes nomes da indústria como Trevor Horn e David Foster".

Impecável e romântico. Altamente recomendado!

Sérgio Scarpelli