16/07/2013

Pra ouvir Com o Corpo

Contando com o hit número 1 do mundo "Blureed Lines", novo álbum de Robin Thicke, é meio pobre nas letras mas é rico no groove.
 
 
 
 

Finalmente o blue-eyed-soul Robin Thicke lança seu mais novo álbum "Blurred Lines" que carrega além do hit nº1 do mundo (faixa título), toda uma polêmica sexista graças ao video de lançamento que foi censurado em vários países graças ao seu conteúdo digamos recheados de beldades de topless.

Numa entrevista recente Robin Thicke disse que se seus vídeos são sexistas , deveriam censurar também muitas pinturas que estão no Louvre. Um argumento de quem na verdade não tem defesa já que seu álbum carrega realmente letras de gosto duvidoso, falando até do tamanho do seu pênis.

E está aí o calcanhar de aquiles do álbum "Blurred Lines". Suas letras não são nada inspiradas ou inspiradoras. É pobre de espírito e realça um cara que está com sua sua sexualidade aflorada e precisa provar alguma coisa a álguém. Realmente, o conteúdo lírico é bem pobre.

Mas em compensação o groove corre solto numa produção impecável de Pharrel Williams que está numa fase exuberante e com o dom de toque de midas. Seja nas suas produções próprias ou nas suas colaborações com o Daft Punk e aqui ele realça a voz meio "Justin Timberlake" de Robin Thicke com belas batidas.

Ou seja, se de um lado "Blurred Lines" desaponta o público com suas letras, do outro lado ele rega nossos ouvidos com uma fusão moderna de Funk e Soul, e algumas pitadas Pop. Quem não entende muito bem o inglês vai adorar este álbum de paixão. É um álbum delicioso pra sacudir o esqueleto.

Destaque 5 estrelas para a faixa "Blurred Lines" que tem a colaboração do próprio Pharrel Williams. É realmente groove dos bons e conquistou o mundo inteiro tirando o trono do Daft Punk como música mais vendida do mundo. É uma música que nasceu hit e tem uma aura de Michael Jackson.

Outra maravilha do álbum é a faixa "Ain't No Hat That" que tem uma levada setentista maravilhosa, com uma guitarrinha nervosa durante toda a música e uma melodia de muito bom gosto. "Get In My Way"é outra que tem os dois pés na Disco Music e dá vontade de dançar do começo ao fun. Funk dos bons.

E a melhor de todas "Ooo La La" que tem toda uma inspiração nos hits da Motown e é uma quebradeira só. "Top of the World " tem uma pegada Jazzy e combina perfeitamente Funk e Soul. É um discasso mesmo com algumas derrapdas nas letras. Mas vale a pena. Altamente recomendado!


Sérgio Scarpelli