08/03/2015

The Rebirth Renasce!

Banda americana está de volta depois de 7 anos com o excelente álbum "Being Thru Eye Of A Child".
 
 
 
 

Um dia perguntei pelo twitter a Noelle Scaggs se o The Rebirth voltaria. E ela me deu um sonoro não. Fiquei inconsolável afinal o The Rebirth era uma das bandas mais brilhantes dos últimos tempos a resgatar o Soul e Funk e Jazz. Uma banda memorávei, coletivo multi-racial, totalmente orgânico e fora dos padrões da indústria.

Mas a verdade é que Noelle Scaggs não voltaria mais. Mas a banda continuava viva e pronta para novos desafios. Pois bem depois de 7 anos do esplêndido "This Journey In" o The Rebirth está de volta e com a mesma aura e o mesmo som diferente de tudo que está por aí.
 
Você pode reconhecer claramente elementos dos gêneros clássicos do pop, bem como as tradições música negra e latina. Mas a mistureba que eles fazem é algo único. Boa música, que apresenta um tipo de liberdade e convida os ouvintes a ser livre com eles. Não tenta a moda para estar em conformidade com as convenções de rádio.

Só sei que seu novo álbum “Being Thru The Eyes Of A Child” é uma pequena obra prima black. É uma orgia de percussões, baixo elétrico, com cordas puras e guitarras cintilantes. É tudo quase orgânico. Mas quando eles se arriscam no eletrônico o som também é genuíno como na melhor faixa do álbum "Samurai".

No lugar de Noelle o "The Rebirth" traz a cantora negra Baskerville Jones. Despretensiosa, Jones tem muito a ver com a quase inocência do som do The Rebirth. Ou no popular, ela encaixou como uma luva no som que a banda propõe.  Ela contribui de vanguarda e modernidade no processo, mas mantém a alma clássica.

Destaque 5 estrelas para a faixa "Samurai" que é um balanço realmente incrível. O Rebirth abusa da criatividade aqui pois consegue unir sintetizadores a um som orgânico sem maiores sobressaltos. Tudo parece natural e  original. Fora que Baskerville Jones dá um show com seu vocal.

Outro destaque é a música "Wasteland" que tem uma levada mais sossegada mas é uma música densa seja no instrumental ou no coro resposta para os vocais de Jones. "Surrender To Pretender" é uma balada das melhores. Que tem uma certa aura Gospel e uma melodia lindíssima. É daquelas em que o amor está no ar.

Faixa que também merece menção é "This Is Coming To?" (veja o video http://t.co/Bfc6GlOcBf) que foi o primeiro single lançando para este disco. Esta música tem uma pegada bem mais Acid Jazz e é quase inteiramente cantada por coral. Linda demais, fora a batedeira que a gente ouve no fundo que é algo delicioso.

Outra que é 5 estrelas é a música "Show 'Em" que é mais uma que bebe na fonte do Acid Jazz com um guitarrinha irada, coral afinado e uma percurssão divina. Música de verdade, essa é a verdade. Enfim para alegria geral dos amantes da música o "The Rebirth" renasceu com toda carga genética de antes.

Altamente recomendado!


Sérgio Scarpelli