02/05/2021

Música nova, coisa de novos.

Uma recente pesquisa provou que procurar música nova é uma rotina que só existe para pessoas mais jovens.
 
   
 


O Deezer realizou uma pesquisa com 1000 britânicos e descobriu que as pessoas param de procurar músicas novas a partir dos 30 anos. Seja música física, digital ou nos streamings da vida. Isso de certa forma confirma que quem movimenta o mercado musical realmente são jovens e adolescentes. E aí dá pra entender certos fenômenos Pop que tem que ser cada vez mais instantâneos.

E dá pra entender também o saudosismo dos mais velhos. Mas aí que está a questão. São as pessoas mais velhas as grandes"culpadas". Porque elas preferem reclamar do que consumir música. Elas ficam bitoladas e ouvem a mesma coisa sempre. Não se abrem pro novo e aí o círculo fica vicioso. Eu sou pupilo do radialista inglês John Peel da BBC. Ele dizia que você precisa no mínimo ouvir uma música nova por dia.

Acho que eu ouço até mais que isso. Porque ao me abrir para o novo obviamente aumento meus horizontes e o que é mais legal de tudo, valorizo o que eu já ouvi. Os clássicos ficam cada vez mais clássicos. Não é porque amo tudo que Michael Jackson fez que não vibro com "Fine China" do Chris Brown. E é com esse conceito que venho fazendo rádio há 14 anos.

Faço questão de colocar 80% de conteúdo novo a cada sábado. Porque ao mesmo tempo que me renovo, quando entra uma música dos anos 70 por exemplo, ele toca com todas as pompas que merece. Como disse Nile Rodgers uma vez, não sou saudosista, passo longe disso. Isso não quer dizer que não goste de fazer uma visita ao passado e dar uma curtida por lá. É mais ou menos por aí.


Por Sérgio Scarpelli