06/11/2008

Esperanza Spalding revigora o Jazz com sua voz e seu contrabaixo.

Esperanza no Jazz.

 
 
 
 
Por Sérgio Scarpelli

O Jazz e suas supresas. E quase sempre surpresas ótimas. Agora a bola da vez é a americana de 23 anos Esperanza Spalding. Simplesmente divina. Menina de tudo mas com uma pegada de quem está no ramo há muito tempo. E o melhor é que esta belezinha estará no Brasil em outubro no TIM Festival. Não dá pra perder de jeito nenhum. Como não dá pra deixar de ter seu segundo álbum que leva seu nome e que já está disponível por aqui.

Conheci Esperanza meio que por acaso naquelas zapeadas de madrugada na TV onde se costuma a não achar nada bom. Até que eu parei no David Letterman no exato momento que ele estava apresentando Esperanza. Ela cantou e o cara simplesmente se derreteu. Eu do outro lado da TV, também. Claro que fui direto para a internet para saber do que se tratava e percebi que eu, o David e a torcida do Flamengo se encantaram com a moça. As publicações especializadas em jazz também não economizam elogios. A influente "Down Beat", por exemplo, acaba de elegê-la "melhor baixista acústica em ascensão".

Toda esta reação positiva tem muita razão de ser. Não é toda hora que você encontra na grande mídia um oásis musical. E Esperanza é isso. Pra começar é jazz da melhor espécie e só isso a gente comemora. A menina ainda canta de uma maneira absolutamente fantástica. É uma excelente instrumentista. Compõe a maioria de  suas canções. E é uma mulher belíssima. Ou seja, o pacote aqui é completo.

Esperanza é uma prodígio por excelência. Aos 20 anos já dava aulas de História na Berklee College se tornando a mais jovem professora da história da famosa escola. Fala diversas línguas inclusive o português. Suas influências chegam a ser díspares. Curtiu sempre muito rap, rock alternativo, música clássica, música brasileira e claro as divas do Jazz.

Falando do seu CD mais especificamente, a definição mais correta é que ele é tudo de bom. Do começo ao fim, faixa por faixa. Não tem o que tirar, nem por. É um álbum do tipo que você esquece de parar de escutar tamanho seu grau de qualidade. Logo na primeira faixa ela apresenta uma versão bem pessoal e linda de "Ponta de Areia" (Milton Nascimento e Fernando Brant). E cantando  com um português perfeito. Ela diz que se sente muito ligada à música brasileira, particularmente à melodia e à harmonia, que contribuíram bastante para seu estilo de compor e tocar. 

Outra música com altas influência brasucas é a bela "I know you Know" onde o jazz namora com o samba o tempo todo. Em "Cuerpo Y Alma" ela canta e encanta em espanhol. Jazz de altíssimo nível. "Precious" faz juz ao seu próprio nome. Uma precisodade. Enfim, vou ficar até amanhã falando dela e do álbum. Ouça Esperanza que você ganha mais.

24/07/2008 10:31:21