13/07/2009

Vale a pena ouvir de novo

Mesmo 29 anos depois, álbum de Diana Ross produzido por Nile Rodgers e Bernard Edwards ainda é magnífico.
 
 
 
 

O ano era 1980. O movimento Disco tinha praticamente se dizimado. A Motown que já não tinha mais Michael Jackson, apostava todas suas fichas numa Diana Ross no auge. Nile Rodgers e Bernard Edwards do Chic eram os produtores e hitmakers mais cobiçados da época.

Assim nascia “Diana”. Um álbum que talvez seja o melhor e o mais indispensável trabalho da carreira solo de Diana Ross. É o álbum que tem o maior hit de sua carreira “Upside Down”. E que também marcou o último trabalho dela na gravadora que a consagrou, a Motown.

Nile Rodgers
e Bernard Edwards revolucionaram as pistas de dança pouquinho tempo antes com seu formidável Chic e com as Sister Sledge. Mas como o final da Disco tinha sido anunciado eles trataram logo de colocar os pés na música Pop. Primeiro com Debby Harry e logo depois com Diana Ross.

O mais incrível é que o álbum “Diana” é essencialmente Disco. As vezes você sente que está diante do Chic. Como nas faixas “Give Up” , “My old piano”e na minha preferida “Tenderness”. Mas em outras vezes realmente eles criaram algo absolutamente novo sem a cara de seus trabalhos anteriores.

Como por exemplo na magnífica “Upside Down” que tinha uma levada absolutamente inusitada em se tratando dos magos. Como eu disse, é o maior hit da carreira solo de Diana Ross. Maior que esta música só mesmo sua fase com as Supremes.

Outra música diferente e que se tornou hit foi “I’m coming out”, com uma introdução longa e impagável, num riff de guitarra hipnótico de Nile. “Now that You’re gone” é uma bossinha calminha bem no estilo Sade que também é mosca branca.

Em entrevista pra Billboard, Nile Rodgers confidenciou que Diana Ross queria mudar tudo na sua carreira quando fez o disco. Até mudou da California para Nova York. Nas palavras de Nile ela estava totalmente aberta a novas idéias e isso foi fundamental para o mega sucesso que foi este álbum.

Lendas da música negra como Diana Ross, Nile Rodgers e Bernard Edwards juntos, em plena forma e inspiradíssimos não dá pra perder. Mesmo 29 anos depois.

Sérgio Scarpelli