18/10/2009

Recloose e o seu Perfect Timing.

Nunca deu tão certo colocar uma fita demo no meio de um sanduiche. Recloose chega ao 4º álbum.
 
 
 
 

Esta é uma das melhores histórias da música que eu tenho conhecimento. Por ser insólita, divertida e por ter tido um final feliz. Tudo porque Matthew Chicoine (mais conhecido como Recloose) acreditou no seu potencial e buscou sua chance de uma forma nada usual. E para sorte nossa sua irreverência rendeu ótimos frutos.

Matthew Chicoine sempre se mostrou um cara criativo e talentoso pela capacidade de criar músicas estranhas, e de juntar as mais diversas referências artísticas no seu então programa de rádio colegial na cidade de Ann Arbor no Michigan. Chamava poetas, mcs e produtores  para improvisarem em conjunto.

Matt tinha acabado de completar a sua formação escolar e trabalhava servindo sanduiches na Russell Street Deli em Detroit. Foi então que avistou o produtor Carl Craig e decidiu arriscar um golpe de inspiração ao introduzir a sua demo tape no meio do sanduíche que Carl Craig havia pedido.

Pronto!!! O golpe deu certo e daí nasceu o Recloose. Sucesso pelo mundo todo em suas perfomances, o DJ foi ficar suas raízes na Nova Zelândia após ter completado o seu primeiro e aclamado álbum “Cardiology”. Tudo por causa da irreverência de Matt e da sensibilidade de Carl Craig em reconhecer um talento de imediato.
 
Pois bem, depois dessa epopéia, o Recloose está com seu 4º álbum, o ótimo “Perfect Timing". Como o nome indica, é o tempo perfeito para ouvir um excelente groove. O Recloose continua  misturando uma série de coisas e fazendo um tipo de música único. Diria que é o álbum menos estranho do produtor.

Tudo aqui está regido pela arte de fazer balançar o corpo. Seja nos impecáveis arranjos eletrônicos, seja na introdução de afiados e desconhecidos convidados como Justin Chapman, Rachel Fraser, Jonathan Crayford, Tyna e Joe Duckie. Tudo funciona perfeitamente e temos o melhor trabalho desde “Cardiology”.

As melhores faixas são  “Catch a Leaf” onde Rachel Fraser dá um verdadeiro show de interpretação. “Can’t Be” também é ótima. Um groove eletrônico com os dois pés no funk e a participação mágica de  Justin Chapman.  E “So Cool” com vocais de Tyna (que é homem) que é uma groove black rasgado.

Um sanduíche de música vários sabores. Altamente recomendado!


Sérgio Scarpelli



Para conhecer mais sobre o “Recloose”  acesse www.myspace.com/mattchicoine