24/12/2009

R. Kelly - Untitled

Grande astro do R&B nos anos 90, R.Kelly corre contra o tempo e tenta ser atual em seu novo álbum.
 
 
 
 

Originalmente programado para ser lançado em 2008 sob o nome de "12 Play 4th Quarter", mas cancelado devido a um vazamento precoce, finalmente o álbum novo de R Kelly saiu, com um título digamos nada criativo "Untitled" e com a intenção clara de ser atual.

O 9º álbum do astro traz artistas contemporâneos Keri Hilson , o rapper de Atlanta OJ Da Juiceman, Rock City , Robin Thicke, Tyrese e The-Dream e outros colaboradores, incluindo os produtores Chris Henderson, Ronnie Lil, Infinity, Jack Splash, Soulshock e Karlin.

R.Kelly sabia que precisava atualizar seu som. Isso não é diretamente proporcional a ter boas músicas. Aquelas texturas eletrônicas do R&B atual são a marca registrada do álbum, fora o uso de vocoders em excesso. A diferença dos Akons da vida, é que R. Kelly é talentoso,

Tanto como cantor como compositor. Quem não se lembra de "I Believe I Can Fly" ou de "You are Not Alone" eternizada na voz de Michael Jackson? Digo que R.Kelly fez um verdadeiro strike nos anos 90 onde abocanhou 3 Grammys e uma penca de outros prêmios.

Mas isso já faz tempo e para sobreviver e agradar esta moçadinha que não compra mais disco, R Kelly  sabia que precisaria correr contra o tempo e ser igual a tantos outros. E isso acabou tornando "Untitled" um álbum previsível apenas com alguns lampejos de criatividade.

Faixas como "Like I Do" e "Crazy Night" poderiam estar em qualquer álbum dessas coisas que tem no R&B atual e que se dizem cantores. E mesmo na hora das baladas, marca registrada de R.Kelly, nada muito sensacional apesar de audível como "Exit" e "Bangin".

Incrível que R.Kelly brilha quando ele evoca os espíritos da Old School da Black Music. Mesmo com arranjos atualíssimos com muito eletropop as faixas "I Love The DJ" e pricipalmente na mosca branca do álbum "Be My #2" são excelentes e valem todo os resto do álbum.

Prova de que se R.Kelly fosse mais R.Kelly teríamos um álbum melhor.


Sérgio Scarpelli