03/04/2010

Divina Mais Uma Vez

O segundo álbum da cantora Ashanti Munir mostra que sua brilhante estréia não foi sorte de principiante.
 
 
 
 

Depois de um estréia sensacional em 2008 com o álbum "Balance", a americana Ashanti Munir está de volta em "Soul Of Woman". Um álbum tão brilhante e fresco como o primeiro. Sem qualquer tipo de exagero é um álbum essencial para quem ama Soul Music.

Ashanti Munir mais do que abrir a boca pra cantar de forma sublime,  ela abriu seu coraçnao e sua alma neste disco. Ela realmente é uma mulher especial, profunda e totalmente soulful. Uma alma verdadeira, aberta e honesta e tem uma voz alucinan te.

Como em "Balance", o novo álbum "Soul of a Woman" é uma espécie de livro aberto da própria vida de Ashanti com histórias de perseveranca e luta. Dá pra sentir em cada faixa que Ashnati Munir vai além de cantar. Ela sente profundamente cada frase que canta.

O que temos aqui é uma voz forte de experiências as vezes doces, as vezes amargas  Para Ashanti, mesmo que sua vida não tenha sido nada fácil, ela transforma suas dores em mensagens positivas. Além disso, musicalmente, "Soul of a Woman"  é soberbo definitivamente.

O primeiro single lançado "So Smooth" vem naquela pegada do Cool Million. Ou seja, um resgate puro e simples do groove dos anos 80. Aqui lembra sem dúvida um SOS Band ou até um Loose Ends. Incrível é como uma música dessas não esteja no topo de uma parada R&B.

"It Should Be You"  é outra que bebeu na fonte dos anos 80. Aqui mais naquela vibe de quando Janet Jackson, Jimmy Jam & Terry Lewis faziam realmente grandes maravilhas sonoras. A música tem alta qualidade e alça Ashanti Munir ao topo das novas cantoras de Soul.

A minha preferida do álbum é "Don't Be Afraid" não só pelo ritmo e musicalidade, mas pela mensagem positiva que ela traz. Eu acredito piamente em cada frase da música. É das experineicas ruins e duras da vida que a gente aprende a viver melhor.

Outros destaques são as belíssimas "Sometimes", "Easy Way About You", "I'm Staying Home Tonight" e "Ooh". Ou seja, é um álbum divino em todos os sentidos. E nem mesmo as nuances de Smooth Jazz que assolam algumas canções não estraga o prazer de ouví-lo.

Essencialmente recomendado!


Sérgio Scarpelli